segunda-feira, 18 de março de 2013

Companhia aérea ( TAAG ) triplica passageiros


Companhia aérea ( TAAG )triplica passageiros




A Transportadora Aérea Angolana (TAAG), depois de sair da lista negra da Comissão Europeia, registou melhorias significativas nos seus serviços, que redundaram no aumento do número de passageiros transportados, que passaram para o triplo em 2012.
A informação foi prestada pelo administrador da TAAG para as operações, Rui Carreira, que garantiu sexta-feira, em conferência de imprensa, que o aumento do número de passageiros foi possível através do Plano de Refundação da companhia, lançado pelo Ministério dos Transportes em 2007.
A melhoria da companhia reflecte-se na sua expansão e crescimento, entre 2002 e 2012, com a frota a sair de sete para 13 aviões (cinco de longo curso e oito de médio curso), quadruplicando a capacidade de oferta.
“O aumento da capacidade permite hoje à TAAG voar para 29 destinos, dos quais 12 domésticos, dez regionais e sete intercontinentais”, disse.
Mais voos para China e Dubai

Em relação aos voos para Dubai e China, a companhia vai aumentar o número de frequências face ao aumento de solicitações. “Vamos passar a efectuar dois voos semanais para a China e três para o Dubai, que antes tinha apenas dois voos por semana”, referiu.
Em relação à frequência de voos para os Estados Unidos, o administrador sublinhou que estão a ser feitos estudos com várias entidades externas para a sua concretização. “Realizar voos para os Estados Unidos faz parte dos planos da companhia, face ao número de solicitações”, ressaltou.
A TAAG criou um programa de crescimento de médio e longo prazo que visa a expansão da sua frota, tendo celebrado um contrato de aquisição de três novos aviões de longo curso Boeing 777-300ER, idênticos aos adquiridos em 2011. Os novos aparelhos são entregues nos próximos três anos (2014, 2015 e 2016).
O administrador operacional da TAAG anunciou que a frota de médio curso é expandida, modernizada e ajustada às necessidades nacionais, para dar resposta ao crescimento na rede doméstica e regional, ao mesmo tempo que se vai fazer a descontinuidade da velha frota clássica dos Boeing 737-200, prevista para 2015.
O responsável da TAAG para a área de operações garantiu um aumento significativo do nível de utilização da frota suportado numa operação mais eficiente, o que torna os serviços da companhia bastante competitivos em relação aos das congéneres africanas.
A fiabilidade da operação evoluiu com a percentagem de aviões, tendo saído, em termos do cumprimento do horário de partida (“on time”), de nove por cento em 2010, para 70 por cento em 2012. O programa de cartões UmbiUmbi Club (saldo para clientes fiéis à companhia) da TAAG conta hoje com 14,5 mil membros e a criação do departamento de “Price & Revenue Management”, uma prática que visa maximizar o valor das rotas operadas, permitiu acumular 34 milhões de dólares (3,4 mil milhões de kwanzas), devendo atingir cerca de 65 milhões de dólares num ano cruzeiro (6,5 mil milhões de kwanzas).
Credibilidade técnicaAo sair da lista negra da Comissão Europeia, a TAAG resgatou a sua credibilidade técnica, tendo garantido o reconhecimento de autoridades e passageiros. Rui Carreira afirmou, na conferência de imprensa, que a melhoria operacional materializou-se na melhoria da avaliação externa, da última auditoria IOSA, em Janeiro de 2013, que aponta o cumprimento total das recomendações. A companhia perspectiva atingir níveis de controlo que vão permitir a certificação ISO9001 de todas as funções que integram toda a actividade da companhia no iAMS (“integrated Airline Management System”).
A transformação da companhia traduziu-se na recertificação da companhia pelo INAVIC e o reconhecimento internacional das melhorias operacionais, através das auditorias, que culminaram no levantamento de todas as restrições de voo da frota de nova geração no espaço aéreo europeu”, disse o administrador.
A TAAG poupou 34 milhões de dólares (3,4 mil milhões de kwanzas), no ano passado, com a redução dos níveis de consumo de combustíveis, decorrente do abandono de aparelhos obsoletos que consumiam quantidades elevadas.
A par disso, a renegociação de contratos de seguro dos aviões (de velhos para novos) contribuiu para uma poupança adicional de quatro milhões de dólares (400 milhões de kwanzas) por ano. Além dos ganhos financeiros, a aquisição de novos aparelhos concorreu para um impacto ambiental positivo, ao reduzir emissões de dióxido de carbono em cerca de 42 mil toneladas.
Formação de quadrosA TAAG lançou um conjunto de iniciativas para dar resposta aos desafios de capacitação e motivação dos seus recursos humanos. Além de um plano de formação alargado para todos os colaboradores em 2012, foi lançado o projecto “TAAG Corporate Academy”, um inovador programa interno de desenvolvimento e gestão de talentos destinado aos jovens quadros da companhia.
A companhia elegeu como prioridades a formação de quadros, o lançamento da Academia de Aviação Civil de Angola e a criação de um curso que vai permitir formar novos pilotos angolanos.
Rui Carreira anunciou o início, para breve, de um programa de formação a todos os funcionários que lidam com o público, denominado “Sorri para Mim”, e o contínuo desenvolvimento das capacidades técnicas nas áreas importantes como a manutenção, operações de terra ou a medicina aeronáutica avançada, através de formação intensiva.
Líderança em ÁfricaA TAAG foi eleita presidente do Comité Executivo da Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA), na 44ª Assembleia Geral Anual da organização, que decorreu entre 18 e 20 de Novembro de 2012, em Joanesburgo.
O cargo de presidente do Comité Executivo é desempenhado por Pimentel Araújo, presidente do Conselho de Administração da TAAG, por inerência de funções.
Rui Carreira considera que a eleição da companhia nacional de bandeira representa o reconhecimento, por parte das congéneres africanas, dos progressos alcançados pela Transportadora Aérea Angolana nos diversos domínios da sua actividade.



Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/15/0/companhia_aerea_triplica_passageiros

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