domingo, 1 de dezembro de 2013

Itamaraty confirma nome de brasileiro morto na Namíbia

Itamaraty confirma nome de brasileiro morto na Namíbia


Vista de Windhoek, capital da Namíbia

Sérgio Miguel Pereira Soveral está entre os 33 mortos na queda do avião


Brasília - O governo brasileiro confirmou neste sábado, 30, o nome do brasileiro que morreu na sexta-feira, 29, na queda de um avião na Namíbia: Sérgio Miguel Pereira Soveral. O Ministério das Relações Exteriores informou que está prestando assistência consular à família por meio das embaixadas na região. "O governo brasileiro manifesta suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas, ao governo e ao povo moçambicano e às demais nações que tiveram cidadãos vitimados pelo acidente", diz o ministério em nota.

empresa aérea LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, informou em nota que o voo transportava 27 passageiros e seis tripulantes. Entre os passageiros estavam também dez moçambicanos, nove angolanos, cinco portugueses, um francês e um chinês.
O voo TM 470 saiu na sexta-feira da capital de Moçambique, Maputo, com destino a Luanda, capital de Angola, e era feito em uma aeronave Embraer 190. O avião foi fabricado em 2012 e passou a ser utilizado pela companhia africana em 17 de novembro do ano passado.
O acidente foi confirmado neste sábado pela autoridade da aviação civil da Namíbia. Uma equipe de busca localizou e identificou os destroços da aeronave no Norte do país, próximo à divisa com Angola. "Não existe ainda informação das circunstâncias que ocasionaram o acidente. Os investigadores devem ter o tempo e espaço necessários para realizar o seu trabalho sem qualquer interferência", diz a LAM.
A Embraer informou que se colocou à disposição das autoridades aeronáuticas para auxiliar nas investigações e que enviará uma equipe de técnicos para o local do acidente. Em nota, a empresa "lamenta profundamente o acidente com a aeronave" e "se solidariza com os familiares das vítimas e com a LAM".



Desastre aéreo

Desastre aéreo



O inspector-geral do Ministério das Finanças, Manuel João Landa, o músico Action Nigga e o Dj Maskarado estão entre as vítimas mortais do avião das Linhas Aéreas de Moçambique que se despenhou na sexta-feira no Norte da Namíbia e no qual viajavam nove angolanos.

De acordo com uma fonte do Ministério das Finanças, além de Manuel João Landa, também morreram no acidente as inspectoras Domingas Freire dos Santos e Almejada Laura Vatuva, que regressavam de Maputo, aonde se deslocaram em serviço no quadro da conferência anual das Inspecções Gerais da CPLP.  
O ministro Armando Manuel suspendeu o Conselho Consultivo  do Ministério das Finanças que vinha decorrendo desde sexta-feira no Centro de Convenções de Talatona,  tão logo soube da confirmação do desaparecimento de três quadros seniores da sua instituição que seguiam a bordo do avião da LAM.
Em nota a que o Jornal de Angola teve acesso, o ministro das Finanças, profundamente consternado, destacou o serviço público prestado pelos quadros desaparecidos  e criou uma comissão de exéquias para as últimas homenagens.
Morreu também no acidente a moçambicana Dulce Maria Chimene, que trabalhava e residia em Angola. “O avião foi completamente reduzido a cinzas e não há sobreviventes”, avançou à Reuters Willy Bampton, responsável da polícia namibiana. Os destroços do avião, que fazia a ligação entre Maputo e Luanda, foram encontrados no Parque Nacional de Bwabwata, no norte da Namíbia, junto à fronteira com o Botswana.
A companhia aérea moçambicana informou que seguiam a bordo do Embraer 190, fabricado e adquirido pela LAM em 2012 no Brasil, dez moçambicanos, nove angolanos, cinco portugueses, um francês, um brasileiro e um chinês. Ao todo, estavam 33 pessoas a bordo, entre as quais 27 passageiros e seis tripulantes. O avião descolou do Aeroporto Internacional de Maputo às 11h26 de sexta-feira e devia ter aterrado nacapital angolana às 14h10. A administradora-delegada da LAM, Marlene Manave, disse que a última comunicação com a tripulação ocorreu às 13h30 de sexta-feira.
O comandante do voo TM 470 era um moçambicano com larga experiência aos comandos de aeronaves da LAM, com mais de quatro mil horas de voo, e já foi chefe de operações e instrutor de voo. Esta não era a primeira vez que fazia o voo Maputo - Luanda e vice-versa. 
O seu co-piloto, também moçambicano, tinha experiência de voo, com pelo menos mil horas nos aviões da companhia aérea moçambicana. Este foi o primeiro acidente em que um avião das Linhas Aéreas de Moçambique se despenhou e os ocupantes morreram, em 33 anos de operações nacionais e internacionais da companhia aérea moçambicana. 
Desde 2011, altura em que a LAM foi banida de voar no espaço aéreo europeu, a empresa começou o processo de renovação da frota, anteriormente composta por aparelhos Boeing, por modernos aviões como o que se despenhou na sexta-feira. Além do Embraer 190, a LAM utiliza os modelos 120 e 145 da Embraer, Q 400 da canadiana Bombardier e um Boeing 737-500, produzido nos Estados Unidos.